Tratamento de sementes industrial em menor escala: como funciona

Sumário

O tratamento de sementes industrial em menor escala já é realidade: uma máquina de TSI dimensionada para bateladas de até 50 kg entrega o mesmo controle de dosagem e de recobrimento de uma estrutura de grande porte. Ainda assim, é comum associar essa tecnologia apenas a grandes sementeiras e altos volumes de produção. Os dados do setor mostram outra realidade: o TSI deixou de ser exceção e hoje é padrão de mercado, inclusive para operações de menor porte.

Segundo levantamento da Kynetec (FarmTrak Soja), divulgado pela Revista Cultivar, o tratamento industrial já responde por mais da metade da área de soja cultivada no Brasil, um avanço frente ao patamar de poucas safras atrás, quando o índice ainda ficava abaixo dos 50%. Dez anos antes, no entanto, apenas cerca de 31% das sementes chegavam à propriedade já tratada industrialmente: a maior parte do processo ainda dependia de estrutura própria do produtor.

Semente tratada na LS-B130

 

 

O que caracteriza o tratamento de sementes industrial

O TSI é o processo de aplicação de fungicidas, inseticidas, nematicidas e inoculantes sobre a semente antes da semeadura. Existem dois modelos de aplicação: em batelada, a partir de uma quantidade definida de sementes por ciclo, ou em fluxo contínuo. O tratamento contínuo tende a ser menos indicado, pois não garante o mesmo controle sobre o recobrimento adequado da semente. Já a batelada permite relacionar volume tratado e dosagem de insumos com precisão.

O que torna esse processo “industrial” não é o tamanho da estrutura. Na verdade, é o controle do processo. Para ser considerada industrial, uma operação de tratamento de sementes precisa garantir:

  • Dosagem precisa dos insumos aplicados;
  • Uniformidade no recobrimento das sementes;
  • Rastreabilidade das receitas utilizadas;
  • Facilidade de calibração entre lotes;
  • Organização e repetibilidade do processo.

Esses critérios valem tanto para uma cooperativa que trata centenas de toneladas por safra quanto para uma sementeira ou Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) que trabalha com bateladas de 50 kg. Já mostramos aqui no blog que o resultado do TSI depende mais do processo e tecnologia do que do porte do equipamento.

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Por que o TSI cresce tanto no Brasil

O avanço do tratamento industrial tem explicação técnica. De acordo com o Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja (França-Neto et al., 2024), o TSI apresenta variação média de apenas 7% na dosagem dos produtos aplicados. Em contrapartida, no tratamento realizado na propriedade (on-farm), essa variação chega a 45%. Na prática, isso significa menos desperdício de insumo, menos risco de fitotoxidez e mais previsibilidade na emergência das plantas.

Por exemplo, o mesmo levantamento mostra a composição típica de uma semente de soja tratada industrialmente no país: 93,5% recebem inseticida, 92% recebem fungicida, 27,5% recebem nematicida e 23,2% já contam com inoculantes de longa vida, como Bradyrhizobium.

Os números também variam por região, o que mostra como a adoção avança em ritmos diferentes conforme o perfil de cada área produtora. Segundo a mesma pesquisa da Kynetec, o Paraná lidera a adoção do tratamento industrial de sementes de soja no Brasil, com 85% das áreas cultivadas utilizando o processo. Já a Bahia registra o menor índice, 11%, refletindo o predomínio de propriedades maiores, com estrutura própria de tratamento.

 

Plântulas de soja com emergência uniforme após tratamento de sementes industrial

Tratamento de sementes industrial em menor escala: o que mudou

Um erro comum, no entanto, é achar que aderir ao TSI exige investimento compatível apenas com grandes volumes. Na prática, o mercado avançou na direção oposta com desenvolvimento de equipamentos compactos de tratamento de sementes que hoje entregam o mesmo padrão de controle de processo em escalas menores.

É o caso da LS-B50C, desenvolvida para tratamento industrial em bateladas de até 50 kg. Ela une dosagem precisa e uniformidade de recobrimento em uma estrutura compacta, sem abrir mão dos critérios que definem um processo como industrial. Você encontra essa e outras opções no portfólio de máquinas para TSI da LS do Brasil.

Esse tipo de solução permite que sementeiras menores, revendas agrícolas e produtores com volume mais enxuto profissionalizem uma etapa que, até pouco tempo, dependia de tratamento manual ou terceirizado.

Flexibilidade também é parte da escala certa

Dimensionar corretamente uma operação de TSI não significa comprar a maior máquina disponível. Significa escolher a que atende à demanda real, sem ociosidade de estrutura. Equipamentos compactos podem ser integrados a sistemas de transporte de sementes já existentes na operação. Também podem ser configurados conforme a dinâmica de cada cliente, incluindo soluções com mobilidade, como a LS-B50CM, montada em reboque, que permite deslocar o conjunto entre diferentes pontos ou safras.

Isso amplia o acesso ao tratamento industrial sem abrir mão de precisão de dose e padronização do recobrimento, os mesmos critérios técnicos detalhados no nosso manual de boas práticas de TSI.

Tratadoras de sementes LS do Brasil para TSI em batelada sobre sementes tratadas

 

Como avaliar a máquina de tratamento de sementes industrial ideal

Antes de investir, vale considerar quatro pontos:

  1. Capacidade por batelada compatível com o volume médio processado por ciclo, sem gerar estrutura ociosa;
  2. Precisão de dosagem e facilidade de calibração entre diferentes receitas;
  3. Suporte técnico e disponibilidade de peças no Brasil;
  4. Possibilidade de integração com transportadores e sistemas já existentes na operação.

Esses são os mesmos critérios usados por sementeiras de todos os portes para comparar fornecedores. Por isso, a diferença está em dimensionar a resposta certa para cada escala. No vídeo abaixo, o professor Edinaldo Tormes explica na prática como o tratamento industrial interfere na germinação da semente:

Perguntas frequentes sobre tratamento de sementes industrial em menor escala

 

TSI é uma tecnologia exclusiva para grandes sementeiras?

Não. O que define o processo como industrial é o controle da dosagem e a padronização do recobrimento, não o volume processado. Bateladas de até 50 kg já atendem a esse padrão.

 

O tratamento de sementes industrial em menor escala tem a mesma precisão que o de grande porte?

Sim, desde que feito em equipamento próprio para TSI. Segundo a Embrapa, a variação de dosagem no processo industrial gira em torno de 7%, contra até 45% no tratamento manual on-farm.

 

Uma máquina compacta de TSI pode ser integrada aos sistemas já usados na sementeira?

Sim. Equipamentos compactos podem ser conectados a transportadores já existentes e configurados conforme a dinâmica de cada operação, inclusive em versão móvel, como a LS-B50CM.

 

 

Se sua operação ainda trata sementes de forma manual “porque o volume não justifica” um sistema industrial, os dados do setor mostram o contrário: o TSI já é maioria em grande parte das principais regiões produtoras do país, e hoje uma máquina de tratamento de sementes industrial pode ser dimensionada exatamente para esse cenário.

Quer dimensionar a tratadora certa para a sua operação? Conheça o portfólio de máquinas para TSI da LS do Brasil ou fale com um consultor pelo WhatsApp (44) 3040-6098.

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